EMPREGO E FORMAÇÃO
20 DEZ 2009


ESTUDO DE LÍNGUAS
Auditoria de capacitação


A capacitação em línguas estrangeiras, especialmente o Inglês, é altamente valorizada pelos recursos humanos. No entanto, muitas vezes o inimigo dos negócios é a acomodação.

Por Carolina Ruiz Montani
Dir. Effective English Advisers

 


Metodologia. Os testes podem variar de acordo com a estratégia de RH.

Os treinadores nas empresas podemos perder de vista os objetivos de negócio por colocar mais atenção nas particularidades de cada um dos nossos alunos. Ainda que estamos conscientes de que a capacitação corporativa possui sempre objetivos vinculados com o desempenho dos seus funcionários – seja como veiculo para favorecer a motivação ou como ferramenta de melhora da sua produtividade – a gestão das aulas, o controle da assistência dos cursos, as restrições do programa e o permanente contato com os indivíduos nos afasta de um olhar global e do foco nos resultados gerais.

É por isso que muitas empresas começaram a perceber a necessidade de uma pessoa para avaliar os efeitos da capacitação e para reorientar o enfoque de determinados objetivos, que pela natureza do âmbito corporativo redundam em uma combinação entre os objetivos da organização e os objetivos individuais de cada um dos trabalhadores.

Ambos papéis, o de instrutor e o de auditor, podem ser realizados com sucesso por um único fornecedor, mas em momentos diferentes ou em diferentes organizações. A colaboração entre os dois perfis dá origem à excelência e assegura a transparência e a objetividade das ações.

O papel do auditor

O instrutor coloca à disposição da organização toda a sua experiência pedagógica e metodológica, sua excelência acadêmica em matéria de línguas estrangeiras e sua capacidade de administrar grupos, aulas e agendas. No que confere ao auditor, este pode oferecer uma visão global da estratégia de capacitação, atendendo aos objetivos de desempenho do pessoal e revisando e orientando os programas para assegurar um alinhamento correto com os objetivos do negócio.

O papel do auditor é o de quem não apenas controla que se desenvolva as ações para atingir os resultados esperados, mas que também, faz avaliações para orientar a capacitação de acordo com o comportamento desejado por parte de cada um dos funcionários que recebe esse serviço.
Tendo como ponto de partida as avaliações de desempenho e os planos de melhora que cada chefe define com seu funcionário, é possível determinar a capacitação mais adequada para cada perfil, assim se desenha uma avaliação de nível especifico que oferecerá um panorama ajustado às necessidades do cargo e os objetivos da área

A metodologia de avaliação pode variar de uma organização para a outra, de acordo com a estratégia determinada pelo departamento de capacitação ou RH.

Existem ferramentas de avaliação que proporcionam uma certificação de acordo com padrões reconhecidos internacionalmente e que oferecem avais para a toma de decisões. Por exemplo, os exames Bullats para UK, TOEIC para USA e ITEL Pro-Testing para Austrália e Japão.

Em algumas ocasiões, recomenda-se a avaliação direta no posto de trabalho para observar o desenvolvimento do funcionário diante de uma situação real de aplicação da aprendizagem. Este análise de campo oferece um valor diferente já que exibe o nível de desempenho preciso e da pauta necessária para orientar a capacitação de acordo com o resultado esperado.

O feedback dessas avaliações consiste em um informe personalizado de habilidade de acordo com o nível de língua estrangeira atingido, o qual é informado ao RH e ao setor de capacitação. Se o RH permite tal resultado por ser compartido com o fornecedor da capacitação para definir de forma colaborada os ajustes do programa e a adequação em términos de intensidade, freqüência, nível e metodologia de capacitação requerida.

O trabalho do auditor não acaba com a realização do exame, mas sim no acompanhamento dos treinadores na revisão dos programas para assegurar que se mantenham alinhadas as necessidades e melhoria de desempenho dos funcionários da organização. Sua visão está orientada a detectar ou promover a conquista de novas habilidades lingüísticas no cenário real de acordo com cada cargo de trabalho e não apenas atingir níveis suficientes para a aprovação nas provas.